Economia de água na prática: moradora e engenheira hidráulica age sobre a crise

Sabemos como economizar água, apenas não estamos acostumados. Mônica Porto é professora titular e Vice Chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da USP. Ela Exerce o cargo de Diretor Presidente da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica – FCTH e tem bagagem suficiente para opinar sobre este assunto. Mas na vida privada a Prof. Mônica Porto, moradora do Alto de Pinheiros, também aplica o conhecimento que acumulou neste tema e o respeito pelos recursos hídricos e seus limites. Mudou sua rotina e conseguiu economizar além da meta estabelecida.

Por morar em casa, Mônica acreditou que o desafio seria muito maior, por possuir jardim e garagem. Assim, sua primeira medida foi parar de lavar o chão das áreas externas e o carro. O jardim só recebeu água quando realmente precisou.   Outras economias importantes foi a redução do tempo do banho, ligar as máquinas de lavar roupa e louça somente quando cheias, mas acrescenta: “Deve haver uma preocupação constante nas pequenas coisas, tentando fazer tudo um pouco mais rápido”.

A média de consumo na residência da especialista era de 33 m³ por mês, portanto a meta estabelecida foi de 25 m³. “No começo achamos que não conseguiríamos, mas chegamos a consumir 21 m³ no mês, um sucesso!”.

Sabemos que o chuveiro é responsável por 50% do consumo residencial, por isso o banho é o alvo mais importante para a conscientização e o uso racional da água. Algumas pessoas se preocupam muito com o impacto dessas mudanças em seu conforto cotidiano, mas em tempos em que a sociedade adquiriu massa crítica e vem se informando cada vez mais para vigiar nossos governantes e fazer valer o que é certo e de direito, a escassez de água não deixa de ser mais uma oportunidade para que a sociedade dê o seu exemplo.

Um banho com aquecedor por 15 minutos consome 135 litros de água em uma casa. Com o registro fechado ao ensaboar, o consumo cai para 45 litros. “Nós achamos que foi bem pequeno o impacto no nosso cotidiano. Claro que é preciso uma vigilância constante, incomoda um pouco, mas dá bem para fazer”, explica a Prof. Mônica, que espera que seu caso inspire os vizinhos e conhecidos.

CARTAZSANEPAR

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