Alta transmissão de dengue provocou uso de fumacê em Alto dos Pinheiros, afirma Secretaria de Saúde

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Tacio Phillip/Shutterstock

De todas as maneiras de combater o Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya-, nenhuma é tão visível e provoca tanta desconfiança quanto a pulverização de inseticida em vias públicas, popularmente chamada de fumacê. Recentemente, quando a medida foi adotada em Alto dos Pinheiros, alguns moradores reclamaram, e a SAAP cobrou informaçõesda Secretaria Municipal de Saúde.

No dia 1º de junho, o supervisor de vigilância da saúde, Ajax Peres, e a bióloga Kumie Fujimori, ambos da secretaria, participaram de um café da manhã na associação para explicar as razões de o fumacê ter sido usado no bairro e falar sobre métodos de controle dos criadouros do mosquito.

Segundo Kumie, a secretaria recorre a uma série de estratégias para conter a proliferação do mosquito, como mutirões para eliminar criadouros e até mesmo a utilização de um drone, que sobrevoa terrenos abandonados. “Esta (o controle químico) é a última medida adotada. Ela é empregada quando ocorre alta transmissão em uma região. A atividade é preconizada pelo plano de contingência”, disse Kumie, em entrevista ao blog da SAAP.

A bióloga destacou que a pulverização de inseticida aconteceu no entorno do córrego das corujas em função do aumento da contaminação na área. “Estes foram os locais com maior número de casos confirmados de dengue neste ano”.

Kumie reconheceu os perigos do controle químico. “O uso de forma indiscriminada pode resultar tanto em danos à saúde humana e animal quanto selecionar organismos resistentes a um determinado produto”.

Por esta razão, o fumacê só é usado em casos extremos. “A medida é adotada quando, mesmo após todas as etapas previstas no Plano de Contingência Municipal da dengue terem sido cumpridas, a transmissão não é contida em determinada região. Nesse caso, consideramos o benefício de utilizar a nebulização pesada maior que o risco à saúde. Essas medidas são pensadas em termos de saúde coletiva. O produto utilizado não tem efeito residual”, garantiu Kumie.

Papel dos moradores

Mesmo diante das iniciativas de controle, a Secretaria de Saúde continua localizando pontos de proliferação do Aedes aegypti. “Apesar das diversas atividades realizadas, incluindo educativas, muitos focos são encontrados nas residências de forma recorrente, indicando a permanência de hábitos antigos”, ressaltou Kumie.

Os representantes do órgão municipal alertaram que são comuns casos em que o morador se esquece de limpar calhas e ralos de jardins e quintais, permitindo o acúmulo de água e criando um ambiente propício para a disseminação do mosquito.

“O importante é que os hábitos de manejo ambiental sejam incorporados por toda a população, tratando-se de responsabilidade compartilhada com o poder público. Para isso, inspeções periódicas e eliminação de criadouros se fazem essenciais”, finalizou Kumie.

Tanto quanto cobrar soluções do poder público, portanto, é preciso perceber que os moradores de Alto dos Pinheiros têm também um papel central no combate ao Aedes aegypti.

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