Descarte Correto de Lixo Verde: entrevista com a engenheira agrônoma Helena Lagoa

Como parte da campanha de Descarte Correto de Lixo Verde, a SAAP entrevistou Helena Lagoa, engenheira agrônoma e proprietária da Art Flora Paisagismo. A Art Flora faz a manutenção das três áreas verdes adotadas pela SAAP. Confira abaixo as importantes informações passadas pela Helena sobre o assunto:

SAAP – Como você vê o descarte de lixo verde no bairro?

Helena Lagoa – É bastante comum ver galhos de árvores, folhas de palmeiras e restos de poda sem ensacar deixados na calçada, atrapalhando a passagem de pedestres. O correto é todo esse material ser picado e ensacado para ser retirado pelos caminhões da concessionária responsável pelo bairro.

SAAP – O que a Artflora faz com o resultado da poda dos jardins onde realiza manutenção?

Helena Lagoa – Todo o resultado de podas dos jardins dos nossos clientes é devidamente picado e acondicionado em sacos plásticos. Nos dias em que há coleta de lixo no bairro, ele é deixado na frente da casa do cliente, no horário da coleta, para que seja recolhido. Nos dias em que não há coleta de lixo no bairro, o material produzido durante os serviços é recolhido e levado pelos jardineiros até o nosso depósito.

SAAP – Folhas secas, grama cortada e galhos de árvores podem ser reaproveitados de alguma forma pelas pessoas que podam os seus jardins?

Helena Lagoa – Sim, com certeza. Todo esse material é muito útil na produção de composto orgânico. Basta que seja devidamente triturado para acelerar o processo de decomposição. Mas é importante que primeiramente seja feito um processo de seleção do material a ser utilizado na produção do composto para que ervas daninhas e pragas não proliferem. Evite utilizar o mato que foi retirado com raízes, ou sementes e frutos; utilize apenas o material de poda de gramados saudáveis, cercas-vivas e varrição de folhas secas.

SAAP – Quais são as vantagens de se triturar a poda dos nossos jardins?

Helena Lagoa – Um composto orgânico pode ser feito com o material bruto de poda de jardins, depositando-o em camadas alternadas com terra de boa qualidade, umedecida periodicamente. Porém, se ele for triturado antes, a sua decomposição acontece muito mais rapidamente, além de ocupar um volume menor no quintal.

SAAP – Para ser usado como adubo, o que as pessoas devem fazer com o lixo verde triturado? Ele precisa ser preparado ou pode ser usado imediatamente?

Helena Lagoa – O lixo verde pode ser transformado em um ótimo condicionador de solo, pois melhora sua estrutura físico-química. Periodicamente as camadas do composto orgânico devem ser invertidas e irrigadas, até adquirirem a aparência de um solo solto, maleável  e escuro [cerca de três meses]. A partir daí, ele está pronto para uso, podendo ser incorporado aos canteiros.

SAAP – Qual seria a forma mais prática dos moradores descartarem as folhas mortas de palmeiras? Elas são grandes e difíceis de serem ensacadas. E qual seria a forma ecologicamente mais correta?

Helena Lagoa – Segundo a prefeitura, todo lixo verde que puder ser ensacado será levado pela coleta municipal, até um limite de 200 litros por dia, ou seja, dois sacos grandes. Para materiais que não podem ser ensacados, uma atitude ecologicamente correta é aquisição de um triturador, capaz de reduzir o volume do lixo, e transformá-lo em composto orgânico, reduzindo despesas com adubação. Outras opções são contratar uma caçamba ou levar para um ecoponto.

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3 comentários em “Descarte Correto de Lixo Verde: entrevista com a engenheira agrônoma Helena Lagoa

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